Autor: Luiz Geraldo Mazza

Há 89 anos, em 10 de fevereiro de 1931, na Rua Visconde de Nacar, Centro de Paranaguá, nascia Luiz Geraldo Mazza. O menino parnanguara logo cedo, aos 9 anos, deixou a cidade portuária para dar inicio aos estudos na capital paranaense. É o segundo mais velho dos nove filhos de Arnaldo Mazza Júnior e Nair Veiga Mazza. Depois do Ginásio, Mazza ingressou aos 19 anos, em 1950, na Faculdade de Direito do Paraná, hoje Universidade Federal do Paraná – mas nunca chegou a atuar na advocacia, pois encontrou o amor pelo jornalismo desde cedo. “Eu sou o homem que tentou o direito, atuando como procurador de Estado, mas que acabou no jornalismo”, conta o mestre. Ao longo de sua vida acadêmica, Mazza sempre conciliou o direito com o jornalismo. Iniciou a função em 1948 como colaborador no Jornal Diário do Comércio de Paranaguá, com participações em colunas sobre as belezas da cidade de Paranaguá, até oficialmente e profissionalmente entrar para equipe do Jornal O Estado do Paraná, em 1951, e dar inicio ao exercício de longos e incríveis 69 anos de profissão, trabalhando em todos os jornais de Curitiba e praticamente em todos os meios de comunicação do estado. Com contribuição nacional, Lulu – como é conhecido e chamado por familiares e amigos mais íntimos –, colaborou na Folha de São Paulo e Jornal de Brasília. No Paraná, atuou em jornais como O Estado do Paraná, Correio de Notícias, Diário do Paraná, Gazeta do Povo, Indústria & Comércio, dentre outros, além da Folha de Londrina, onde escreve até hoje, firme e forte, mantendo o estilo de jornalismo polêmico e opinativo que é cada vez mais raro atualmente. São quase 40 anos entre idas e vindas à Folha, veículo com o qual mantém um vínculo muito grande com seus leitores. Mazza mantém uma opinião impactante, influente, provocadora e continua sempre impressionando seus leitores com sua lucidez e articulação de analisar situações na política e na economia nacional e estadual. Como dizia o saudoso jornalista Carlos Alberto Nego Pessoa: “o Mazza é o nosso patrimônio público tombado, é o cara da ágora, ele é o homem do agora”. E é como o próprio Mazza se refere a ele e ao jornalismo: “estamos vivos ainda”. Na época do regime militar, sofreu junto aos milhares de jornalistas e ficou afastado das suas funções, sem poder realizar o exercício da profissão, por quase 10 anos, apenas exercendo a função de procurador, no serviço público. Luiz Geraldo Mazza atuou também, em um breve período, junto do Sindicato dos Jornalistas. Foi vice-presidente por um mandato, com o jornalista Desidério Peron. Em 1963, junto com Edésio Passos, mobilizou a emblemática e única greve dos jornalistas, paralisando a distribuição de todos os jornais de Curitiba, por três dias, na luta pelo reajuste salarial de 75%.

Luiz Geraldo Mazza inscreve, em 1952, dois textos no Concurso Permanente de Contos promovido pela Editora Guaíra, de Curitiba!

Convencido como todos os candidatos a jornalistas de sua geração que, para ser considerado um bom jornalista, era necessário produzir boa literatura, Luiz Geraldo Mazza inscreve, em 1952, dois textos no Concurso Permanente de Contos promovido pela Editora Guaíra, de Curitiba: “Bonecas, Mães e Crianças” e “O falso velho do Natal”. Premiados, os contos foram…

Por Luiz Geraldo Mazza 1 de março de 2019 Off