Agressão verbal

24 de agosto de 2020 Off Por Luiz Geraldo Mazza
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Não é a primeira e provavelmente não será a última agressão verbal de Bolsonaro a jornalistas como ele fez com o repórter da Globo que lhe perguntou sobre os depósitos de Fabrício Queiroz para a primeira dama e na resposta o presidente disse que a sua vontade era de encher ´´tua boca com uma porrada, tá?´´. A reação foi proporcional ao tamanho da agressão e até o pessoal da Organização dos Estados Americanos tomou posição. Perguntas do gênero num regime aberto são naturalíssimas, por maior que seja o constrangimento provocado até porque a explicação genérica de que tudo decorria de empréstimo fica fora de sentido. É que se apurou que a primeira dama recebeu R$ 89 mil de Queiroz entre 2011 e 2016. Desses 21 cheques somando R$ 72 mil via Queiroz e mais cinco da mulher, Márcia, de R$ 17 mil.

Da prisão de Queiroz em diante Bolsonaro evita contatos com a imprensa para não haver esse tipo de tensão. O fato é que o clima de paz e amor, que vinha sendo sustentado, e com isso favorecendo a imagem presidencial, foi abalado. Há quem tente até provocar organizações de Direitos Humanos internacionais em função do incidente.

Curto circuito

O prefeito Rafael Greca culpou as baladas pela transmissão da Covid 19 e houve a resposta imediata da Abrabar de que essas atividades estão interditadas há cinco meses. Na verdade o impulso das pessoas, de um modo geral, pelo desfrute da liberdade com as flexibilizações é que conta nessa questão já que está demonstrado que a cada afrouxamento temos um ciclo de ocorrências e também de óbitos. Nem sempre dá para comemorar como se deu esses dias a queda de 39,5% em casos numa semana. O combate à doença ganha racionalidade com o tempo e percebe-se que o colchão preventivo das UTIs disponíveis é um desses fatores. Mas o fato é que as baladas e concentrações indevidas continuam ocorrendo, apesar da população estar disposta a denunciá-las.

Reeleição

Apesar de editoriais de jornais condenando a reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado o projeto de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre (esse com o desgaste da votação contra o veto de Bolsonaro) tem continuidade, inclusive com encontro com o ministro Alexandre Moraes do STF. Ocorre que o Judiciário não se pronunciará tão cedo sobre a matéria em que foi provocado e talvez o curso do tempo permita a mudança do cenário, mas a previsão é para o fim do ano e no meio disso tudo pode haver a convocação de Paulo Guedes para explicar-se sobre o crime que os senadores teriam incorrido ao derrubarem o veto, o que depois foi resolvido em favor do governo na Câmara Federal. Rodrigo Maia se habilitou mais do que o colega do Senado ao comandar na Câmara Baixa a manutenção do veto em goleada histórica. No momento o governo avalia nomes para um plano B e para o senado Márcio Bittar (MDB-AC) volta a ser referido.

Sem sentido

Como não havia o menor sentido em prever o Flamengo como campeão do mundo, diante da maior e distanciada qualificação do time inglês, também se poderia dizer o mesmo do PSG ante o colosso germânico. É verdade que o time francês perdeu boas oportunidades, o que não se deu com o Flamengo, mas o domínio do vencedor inquestionável, apesar do um a zero, que às vezes oculta o predomínio em campo como se deu nas duas partidas. Outra coisa: Neymar não merece ainda ser tido como o melhor do mundo.   

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