Eleição à vista

25 de junho de 2020 Off Por Luiz Geraldo Mazza
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Curitiba poderá ter tantos candidatos quanto os que disputaram a sua primeira eleição em 1954. Ney Braga levou com Walace Tadeu de Mello e Silva, pai do Requião, em segundo. Se os critérios de hoje prevalecessem teríamos segundo turno. Os dois do segundo turno da última eleição -Rafael Greca e Ney Leprevost- novamente se enfrentam como teremos em cena pelo PDT Gustavo Fruet derrubado no primeiro turno e que havia vencido Ratinho Júnior quando se elegeu. Espera-se que com a ampliação da campanha para 45 dias haja mais criatividade e talento na ação dos marqueteiros porque tudo indica que até lá a pandemia estará no cenário e faça da disputa uma visão do futuro, do pós-vírus.

Mobilização

Está programado para amanhã um ato virtual tentando recriar o clima das diretas já com forças de todo o espectro político, embora com a ausência de Lula que continua isolado e fugindo da contaminação. É voltado para a defesa da democracia tão aviltada nos nossos dias quando os próprios governistas lideram movimentos que pedem o fechamento tanto do STF quanto do Congresso Nacional. Fala-se em nomes como os de FHC, Michel Temer, Sarney que não estão lá com muita bala na agulha. O clima não é lá muito bom porque essas lideranças teem muito pouco a dizer ante a radicalização. Esta parece pedir novos nomes.

Máscara

O presidente Jair Bolsonaro não é lá muito cuidadoso com a prevenção sanitária e acabou intimado judicialmente para usar a máscara de proteção em espaços públicos ou mesmo estabelecimentos do Distrito Federal. Não pegava bem o presidente andar por aí folgado e dando o mau exemplo. Seu ministro de Educação, por fazer o mesmo, acabou multado antes de fugir para os EUA. A novela de sua exoneração, que teria valido um dia antes. Bolsonaro já havia retificação do gênero com Sergio Moro.

Perdas

As festas juninas, muito expressivas no nordeste, em função da pandemia, vão levar cidades à perda de no mínimo R$ 1 bilhão. As perdas mais fortes atingem a indústria de fogos, hotelaria e serviço de transportes.

Saiu

O que era esperado há muito tempo afinal saiu: o Banco Central lança crédito de R$ 212 bilhões às micro, pequenas e médias empresas. É oferta de recursos em meio ao quadro já recessivo da pandemia.                 

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