PF quer ouvir Bolsonaro

24 de junho de 2020 Off Por Luiz Geraldo Mazza
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A delegada da Polícia Federal, que toca o processo Bolsonaro-Sergio Moro, quer ouvir o presidente e quem avalia a medida é o ministro Celso de Mello, do STF. Depois da prisão do Fabrício Queiroz esquentou o clima no Palácio Alvorada e a sucessão de acontecimentos como o do afastamento do advogado Frederick Wassef da causa e a sequência de referências como a de que o ex-assessor de Flavio Bolsonaro teria intervido na Polícia Federal no caso do processo das ´´rachadinhas´´ turbinaram as especulações. Enquanto pioram as condições do senador ao ponto de o Ministério Publico ter elementos para processá-lo, como se não bastassem os lances das operações quando deputado estadual e tinha Queiroz como seu principal operador.

Cerco ao Weintraub

A análise jurídica da forma como o ex ministro da Educação entrou nos EUA e na possível infringência de normas é a preocupação de vários parlamentares, inclusive caracterizando sua viagem como uma fuga. A saída do ministério está sendo explorada pela oposição, enquanto se tenta dificultar seu acesso ao Banco Mundial, segundo informação de Paulo Guedes que admite resistência ao seu nome.

Fora do tolerável

Especialistas temem exageros na lei das fake news como as medidas que exigirão coleta maciça de dados de cidadãos o que pode induzir a perseguição politica. O fato é que algo deva ser feito justamente para conter os abusos que tanto perturbaram ministros do STF ameaçados juntamente com suas famílias. Também o disparo de mensagens como houve nas eleições do Brasil e dos EUA carece de legislação específica.

Timidez excessiva

Agora, quando se fala na possível indicação de Renato Feder para a pasta da Educação é de lembrar-se que já tivemos gente nossa por lá e que não agiram como gaúchos (Tarso Dutra) e mineiros que aproveitaram a deixa para federalizar suas universidades estaduais. Tivemos, além de Flavio Suplicy de Lacerda em 1964, Ney Braga e Euro Brandão. Emplacamos também o ministério da Saúde (Aramis Athayde em 1955, Alceni Guerra e Borges da Silveira) e nada se fez pelo menos para que o pagamento dos funcionários do Hospital de Clínicas coubesse à pasta. O fato é que não tiramos partido da situação, talvez, como entendem alguns, por excesso de timidez. O drama da sobrevivência do nosso Hospital de Clínicas está aí para comprová-lo. É verdade que hoje não há mais espaço para esse tipo de façanha e quem sabe estivéssemos até agindo em nome da modernidade.  

Gafanhoto

Nuvens de gafanhotos atacaram nestes dias várias cidades argentinas. O Brasil já encarou uma dessas entre os anos 40 e de tudo isso ficou, na memória dos mais antigos a marchinha de carnaval ´´gafanhoto deu na minha roça// comeu, comeu, toda minha plantação// chô, chô, gafanhoto chô chô// deixa um pé de agrião pro meu pulmão// gafanhoto isso não se faz// deixa minha roça em paz// minha verdura gafanhoto comeu// a rapadura gafanhoto comeu// não há mais nada// que diabo nem quiabo// não há couve o que é que houve? gafanhoto comeu//   

Calendário

Afinal, depois de tanta expectativa, está firmado o calendário eleitoral com o primeiro turno em 15 de novembro e o segundo no finzinho do mês dia 29. As eleições municipais, pela circunstância de serem as que estão mais próximas da população, constituem parâmetro para avaliar como o eleitorado sente seu governo federal, o estadual e o municipal. É verdade que a pandemia tirou um pouco do empenho dos políticos, mas da mesma forma como age diante das flexibilizações a população vai encarar essa como se o maior problema, a Covid-19, tivesse encerrado o seu ciclo.

Sinistrose

Cada momento pinta no cenário algo pior quanto às expectativas da pandemia: uma análise da universidade federal de Pelotas calcula que há mais de sete por um no número de infectados e os resultados preliminares de inquérito sorológico da prefeitura de São Paulo indica que o percentual pode chegar a 9,5%, cerca de 1,2 milhão. Dados oficiais indicavam cerca de 120 mil casos, 10% do apurado. A situação dramática das UTIs justificam apreensões maiores.  

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