Hora das gravações

14 de maio de 2020 Off Por Luiz Geraldo Mazza
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O ministro da Justiça, André Mendonça, ao falar sobre o vídeo fez comparação com Watergate que levou Nixon à renúncia. Bolsonaro estava atrás de quem teria vazado a frase. E ontem na sessão do STF os ministros Alexandre Moraes e Marco Aurélio de Mello se bicaram com relativa elegância. Vivemos sob o signo das gravações, claro que nem sempre na íntegra.

São Paulo não para

João Doria, governador, em entrevista à CNN, afirmou que 74% da economia paulista está em pleno funcionamento. Já em ocasiões anteriores, na pregação pelo isolamento, fez alusão por setores que continuam operando, entre eles o parque industrial. Era interessante conhecer a íntegra desse processo. Na guerra do isolamento está perdendo espaço: chegou a 47% quando se aspira atingir 70%.

Fim da chacrinha

Como consequência dos efeitos políticos da reunião ministerial de 22 de abril em torno da qual há a briga pelo vídeo, se na íntegra ou parcial, Bolsonaro decidiu que não haverá mais eventos congêneres, o que pode por seu temperamento mudar lá adiante como em tantas outras coisas como o repúdio ao centrão, hoje aliadíssimo. Por sinal que rachou em função de MP que dividiu a turma. Por ora a chacrinha ministerial está deletada    

Sequelas  

Costuma-se criar um ambiente de euforia à cada vítima da Covid-19 na saída dos hospitais, mas há o risco de sequelas que podem ser de insuficiência renal a perda cognitiva. O fato é que o vírus produz efeitos diretos e indiretos em vários órgãos, além dos pulmões, os mais prejudicados. Há ainda a hipótese de recidiva.

Amnésia e palavrões

Enquanto no clip da reunião ministerial houve palavrões e insanidades como a de ministros que queriam a prisão de governadores e prefeitos e também a de ministros do STF (isso tornado público faz dos autores possíveis indiciados), na porta do Alvorada o presidente, agora de máscara, defende suas ideias e propostas diante da claque de sempre quando por vezes se irrita com jornalistas e pede que calem a boca.

Veto arriscado

O veto prometido no auxílio a estados e municípios às exceções do congelamento salarial do funcionalismo público por dois anos vai ser uma parada difícil para o governo federal, não tão intrincada quanto ao vídeo da reunião ministerial, porém duríssima de encarar.  

Desvio

É bem da tradição brasileira haver chuncho até na negociação de respiradores aos pacientes da pandemia como está ocorrendo, mas a surpresa é o fato, já detectado, de 70 mil militares terem entrado na lista de habilitados aos R$ 600 num momento em que tantos que teriam direito sofrem nas filas e não recebem.

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