O ser coletivo

17 de março de 2020 Off Por Luiz Geraldo Mazza
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Um espirro hoje tem, estatisticamente, mais força do que uma bala perdida como expressão de terror. É o peso, a densidade, da circunstância a que se referia Ortega y Gasset na avaliação daquilo que faz a história. Vivemos uma experiência excepcional com a emergência da Covid-19 em termos de agir coletivo, um teste enfim dos nossos níveis de agregação social.

Extremos

Quando um radical da direita ou da esquerda começa a falar em composição democrática, algo que abomina, é porque perdeu seu espaço no giro do poder.

O provocador

Há intelectuais que fazem da provocação uma arma dialética. É comum vê-los excitadíssimos nas defesas de teses acadêmicas nos concursos de docência instigando o candidato. Ví diversos deles como o mestre Vicente Rao no exame do professor Altino Portugal no trato do direito real sobre coisas alheias a perguntar ao candidato se não estava gastando vela demais com um defunto.

Estilos

Nos rachas políticos entre Roberto Requião e José Richa a diferença de estilos e ética era de tal ordem que grifei aquele desencontro como o impossível ajuste entre o turco lento, de ritmo compassado, e o truculento. Na eleição de 1985 entre Requião e Lerner para prefeito de Curitiba, o governador lembrou São Cristovão a carregar Jesus às costas e ganhar 13 eleições na Capital e nos 12 municípios de área de segurança.

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