A página de Luiz Geraldo Mazza em hora h trouxe também, ao lado de matérias e colunas voltadas para relatos vivenciados pelo jornalista, a sessão Apelido em que o jornalista comenta a origem de apelidos de tipos populares como Pedro Viador, Shumacher e Ferry-boat.

8 de outubro de 2019 Off Por Redação
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A página de Luiz Geraldo Mazza em hora h trouxe também, ao lado de matérias e colunas voltadas para relatos vivenciados pelo jornalista, a sessão Apelido em que o jornalista comenta a origem de apelidos de tipos populares como Pedro Viador, Shumacher e Ferry-boat. (pesquisa de Selma Suely Teixeira para o livro Luiz Geraldo Mazza e Eloi Zanetti comunicadores do Paraná, de sua autoria)

Apelido
Pedro Aviador era uma figura que prestava serviços, na base de biscate, num dos bordeis da cidade (no tempo em que eles eram necessários, hoje seriam atividade antieconômica) e ganhou o apelido por causa da sua obsessão por aviação, absolutamente abstrata, já que o máximo que fizera no assunto se limitara a um passeio desses aviõezinhos de parque. O cartorário Zé Nociti tinha um carro Jaguar que voava na cidade, pois seu dono tinha a mania de fazer o Pintacuda (o nosso Airton Senna daqueles tempos). Pois o Zé, extremamente cruel, botou na cabeça do Pedro que o seu carro se transformava em avião. Depois de convencê-lo, colocou-o no porta malas e saiu a voar pela cidade. Dos dois, o mais louco é o que tentava atravessar a rua no meio da experiência. Pedro Aviador ficou inimigo de morte do Nociti, não perdeu a embocadura de gostar de aeronáutica, embora a cara que apresentava quando foi liberado do porta-malas mais parecesse a de um extraterrestre.
(hora h, Mazza, 13 a 19 de dezembro de 1997. p.7)

Apelido
Shumacher é o apelido de João Freitas que mora numa caixa de papelão em plena Boca Maldita. No mesmo local houve, no passado, um catatônico, que ficava várias horas na mesma posição e que quando saía andando carregava às costas sapatos e roupas velhas. Apelido “Ferry-boat” de carga, para diferenciar do outro, um engenheiro sanitarista que anda de um lado para outro conduzindo amigos. Da Universidade até a Praça Osório e desta à Universidade. É o ferry boat singrando o mar dos pedestres da Rua das Flores.
(hora h, Mazza, 11 a 17 de julho de 1997. p.7)

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